• Nelson Melo

Aula gratuita sobre dicas de redação e como escrever o primeiro livro

A escrita acompanha o ser humano desde os primórdios da civilização. Essa habilidade, no fim das contas, se confunde com a própria razão, embora a atividade tenha muito a ver com o instinto, porque está relacionada à linguagem. Apesar de escrevermos ainda na infância, o processo possui muitas deficiências na fase adulta, como é comprovado em muitas redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A fim de contribuir para a superação desse problema, irei conceder uma aula gratuita no meu instagram, durante uma live, nesse sábado (22).


A aula gratuita será transmitida no meu instagram a partir das 19h desse sábado (22)


Irei fazer a live a partir das 19h, sendo que aproveitarei a ocasião para oferecer dicas sobre como escrever o primeiro livro. Sei que muitas pessoas pretendem realizar esse sonho, mas não têm uma orientação acerca do processo. Por este motivo, também abordarei essa questão na transmissão ao vivo no meu instagram (@nelsonchagas.melocosta). Em minha carreira como jornalista, já observei muito esse problema relacionado à escrita deficiente, o que se manifesta não apenas no contexto morfossintático, uma vez que aspectos semânticos são ignorados ou desconhecidos.

Um ponto que quero adiantar aqui no meu site é que escrever é um ato mais psicológico do que fisiológico, porque envolve não a movimentação biomecânica das mãos, mas a movimentação das ideias. Isso significa que essa condição intelectual está diretamente relacionada ao nível de leitura de um sujeito. Quanto mais preenchemos o cérebro com informações sobre conteúdos diversos, mais somos capazes de colocar no papel ou na tela de um computador uma narrativa que pode ser o reflexo dos nossos medos e expectativas.

Evidentemente, o estudo das normas gramaticais é fundamental para uma boa redação de concurso público, de provas escolares, trabalhos acadêmicos e matérias jornalísticas. No entanto, esse aspecto é somente a parte visível do iceberg. A parte submersa é representada pela leitura e a experiência. Quando lemos bastante conscientemente, nós ficamos mais aptos, inconscientemente, para produzirmos ideias. Isso ocorre de maneira espontânea na mente humana, onde os heróis míticos estão escondidos desde a morte de Homero.


A redação do Enem é uma oportunidade para que os candidatos movimentem as ideias

Escrever, portanto, não é resultado da vontade consciente, tendo em vista que as narrativas surgem quando menos esperamos. Racionalmente, o que nos motiva é o desejo de publicar um livro ou fazer uma boa redação no Enem. Em um contexto instintivo, o cérebro comanda as ações ao reunir as informações armazenadas sem um padrão identificável. Os romances são gerados dessa forma, porque o mito “mora” na mente. Quem tem essa condição intelectual consegue produzir textos sobre qualquer assunto, uma vez que a cadeia de pensamentos é infinita no âmbito das sinapses e da memória.

Um candidato que tem uma rotina de leitura significativa se sente seguro para escrever uma redação do Enem ou de qualquer concurso público. Eu falo isso por experiência própria, porque jornalista precisa entender um pouco sobre qualquer assunto. Na minha jornada como repórter, já fiz matérias referentes a temas completamente distantes das minhas preferências cognitivas. Mas, em todos os momentos, eu sentei na cadeira e digitei com a certeza de que o texto sairia de qualquer forma. Por quê? Ora, porque o meu cérebro tem o controle sobre o meu “Eu”, que é o poder de decisão.


O cérebro nos ajuda nas redações quando lemos muito (Imagem: Projeto ENSCER)

De vez em quando, “eu” acordo de madrugada construindo narrativas. Isso sempre acontece no momento em que ainda estou saindo de alguma fase do sono, porque o meu cérebro tem muitas informações adquiridas na experiência e nas leituras. É, realmente, um assunto muito interessante, que pode ser debatido sob múltiplas abordagens. Então, não percam a minha live. Todos vocês, independentemente se pretendem escrever livros ou não, estão convidados. Eu não tenho a condição financeira de Platão para oferecer um banquete aos participantes, mas eu posso, com certeza, promover um café filosófico.

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© 2019 por Nelson Melo.