• Nelson Melo

Cães farejadores são utilizados no combate ao tráfico no sudoeste maranhense

O cão é o melhor amigo do homem. Essa frase é repetida no mundo desde o tempo em que o Homo sapiens se destacou com relação às espécies de humanos que existiam muito antes do surgimento das primeiras civilizações. Na ficção, o animal também é mostrado como um guardião, como na série “The Walking Dead”. O personagem Daryl Dixon tem um cachorro, que não tem nome, mas o ajuda a procurar desaparecidos e combater os “sussurradores”. No Maranhão, o 3º Batalhão de Polícia Militar (BPM) está utilizando cães farejadores para combater o tráfico de drogas na região de Imperatriz/MA.



Os cães foram utilizados para farejar drogas durante operação no sudoeste do Maranhão



Nesta quarta-feira (19), o 3º BPM, vinculado ao Comando de Policiamento de Área do Interior 3 (Cpai 3), realizou uma operação no Povoado Bananal, no sudoeste do Maranhão, por meio de uma barreira policial. O objetivo foi combater com mais eficiência o tráfico de entorpecentes na Região Tocantina. Essa atividade ilícita é muito forte naquela área, especialmente, devido à presença do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), facções que protagonizam uma guerra urbana em virtude da disputa por territórios.


Para o comando do 3º BPM, esse tipo de policiamento tem se mostrado eficaz na tarefa de coibir a distribuição de drogas na região. As buscas foram concentradas, sobretudo, em vans e ônibus, que trafegam diariamente na cidade de Imperatriz. Os animais foram muito úteis durante a operação. Com olfato apurado, eles procuraram qualquer resquício das substâncias em sacolas, mochilas e malas encontradas nos veículos, incluindo os carros.



A presença dos cães agilizou a operação devido ao olfato apurado dos animais



Como sabemos, carregamentos de drogas, como maconha, crack e cocaína, comumente são transportados, por meio de “mulas”, em ônibus e vans. Em alguns casos, carros são modificados para receber os tabletes, a partir de compartimentos falsos. A Polícia Rodoviária Federal (PRF), de vez em quando, apreende “tijolos” em ônibus na BR-010 (Belém-Brasília) ou na BR-226, dependendo do percurso escolhido pelos traficantes e destino do carregamento.


Cão policial da Senarc


Na Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc), um dos destaques é “Vinny”. O cão policial, em sua primeira missão, ajudou na apreensão de cerca de 70kg de maconha prensada no bairro Anil, em São Luís/MA. Em julho de 2019, o animal foi fundamental na localização de aproximadamente 5kg de drogas, que estavam em um terreno baldio situado no bairro Vila Isabel Cafeteira, na capital maranhense.



O cão policial da Senarc já ajudou na descoberta de muitos carregamentos de drogas



As barras contendo substâncias similares ao crack e maconha foram localizadas no dia 1º daquele mês. Conforme o delegado Breno Galdino, titular da Senarc, os tabletes foram encontrados por meio do trabalho do cão farejador, que, após percorrer o terreno, detectou a presença da droga, em um local de difícil acesso devido às características do solo e da vegetação. Com a chegada dos policiais civis, alguns criminosos saíram correndo e conseguiram escapar ao entrarem no matagal.


No local, segundo o delegado, também havia uma balança de precisão, que estava sendo utilizada para a pesagem do entorpecente. A Senarc, inclusive, promoveu, em novembro de 2017, entre os dias 17 a 20, o 1º “Curso de Busca e Captura por Odor Específico”, na sede da Companhia Vale, em São Luís. As aulas capacitaram policiais militares, policiais civis, guardas municipais e agentes penitenciários. O foco era mostrar que o cão pode ser um aliado na descoberta de drogas, por exemplo.



O personagem Daryl Dixon possui um cão aliado na série "The Walking Dead"



Ministrado por Tiago Steffen, profissional da segurança pública do Estado de Santa Catarina, o curso abordou questões importantes, como a “teoria do odor”, “cheiro no ambiente”, “coleta de odor”, “noções básicas de conhecimento canino”, “noções básicas de treinamento para busca e captura” e “noções básicas para proteção”. Com duração de 36 horas, contou com a participação não apenas de policiais que atuam no Maranhão, como, também, de outros estados da federação, como o Piauí.


Da Polícia Civil maranhense, participaram policiais, além da Senarc, das superintendências Estadual de Investigações Criminais (Seic), de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP) e de Polícia Civil da Capital (SPCC).

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© 2019 por Nelson Melo.