• Nelson Melo

Consulado do Japão realiza projeto itinerante na capital maranhense

O Japão é conhecido pela valorização da disciplina e educação. A tecnologia é outro ponto forte, assim como as invenções. Por exemplo, a melancia quadrada, criada pelos produtores agrícolas japoneses para facilitar o seu transporte e armazenamento, é conhecida mundialmente. A distância entre aquele país asiático e o Estado do Maranhão não é tão grande assim, pelo menos não do ponto de vista geográfico. Neste sábado (14), o Consulado do Japão realizou um projeto itinerante na capital maranhense, das 8h às 14h30.



O Consulado do Japão ofereceu diversos serviços durante o projeto em São Luís/MA



O evento aconteceu na sede da Associação Nipo Brasileira de Maranhão, no bairro Apeadouro, em São Luís/MA. Na ocasião, diversas ações foram oferecidas ao público, como recebimento de pedidos de passaporte japonês e comunicados para o registro de família, conhecidos como koseki, documento por meio do qual todas as famílias japonesas são obrigadas a registrar suas informações familiares na prefeitura da cidade onde moram, tais como nascimentos, casamentos, óbitos, adoções, divórcios, dentre outras.


Esse documento, aliás, é muito importante para os descendentes de japoneses que desejam tirar visto de trabalho no Japão, tendo em vista que é uma forma de comprovar o seu parentesco com seu antepassado nipônico. Além dos pedidos de passaporte e koseki, foram oferecidas, ainda, na capital maranhense, informações sobre vistos e solicitação de certidões diversas. Importante destacar que essas ações fazem parte do serviço consular itinerante japonês, que é desenvolvido pelo Consulado do Japão em Belém, no Pará, com o apoio da Associação Nipo Brasileira de Maranhão.


Bolsas de estudo


No próximo dia 25 de março vai ser realizada uma apresentação sobre bolsas de estudo oferecidas pelo Governo do Japão a brasileiros. O evento acontecerá no auditório do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia da Universidade Federal do Maranhão (Ufma). Entre os palestrantes, está o ex-bolsista pela Universidade de Nagoya (Japão), professor doutor Allan Kardec. A professora doutora Anamaria Silva igualmente participará do encontro.


Educação diferenciada


Convém ressaltar que o Japão possui um sistema educacional reconhecido mundialmente. As crianças são ensinadas para trabalharem em equipe, desenvolverem habilidades e adquirirem bons modos, nos vários setores da sociedade. A questão psicológica também é uma preocupação ainda na fase infantil, uma vez que o objetivo é conduzir os alunos para lidarem com os problemas, por meio da análise da situação sem descontrole emocional, isto é, com inteligência, sensatez e criatividade.


Na maioria das escolas japonesas, por exemplo, não há faxineiros, pois os próprios alunos são responsáveis pela limpeza das salas de aula, banheiros e outros compartimentos dos estabelecimentos de ensino. Assim sendo, as crianças e adolescentes crescem com a ideia de que, se não cuidarem do local que utilizam, não terão condições de cuidar dos demais espaços.



Os próprios alunos realizam a limpeza das salas de aula em escolas do Japão



Esse modelo educacional, na minha opinião, é, realmente, diferenciado, pois aborda não apenas a questão cognitiva, como, principalmente, o aspecto comunitário. Como faço pesquisa sobre o crime organizado, sei muito bem que uma educação precária (em todos os sentidos, incluindo o familiar) é um fator de risco para que alguém se sinta atraído pela delinquência. Mas, infelizmente, o Brasil tem um grande passado pela frente.

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© 2019 por Nelson Melo.