• Nelson Melo

Ex-investigadora da PCMA e atual perita criminal dá aula de Genética Forense

Este fim de semana foi movimentado no Instituto Nacional de Perícias e Ciências Forenses (Infor/MA), localizado na região central da capital maranhense, devido à aula de “Genética Forense”, que foi ministrada pela perita criminal Adilana Soares. Ela é lotada no Departamento de Polícia Técnico-Científica do Piauí, com uma vasta experiência no ramo da Criminalística. A professora é ex-investigadora de Polícia Civil do Maranhão, como me relatou em uma entrevista concedida para o meu site, que, em pouco tempo, já é um sucesso em virtude dos artigos que escrevo acerca da área criminal.



A aula prática do módulo de "Genética Forense" foi realizada no laboratório do Iema



A professora Adilana Soares disse na entrevista que trabalhou como policial civil no Maranhão durante dois anos, mas depois passou no concurso público para a Perícia Criminal do Piauí. Naquele estado federativo, a perita criminal atua desde 2012, sendo que teve papel fundamental na inauguração do Instituto de DNA Forense piauiense (IDNA). O órgão, que foi fundado em novembro do ano passado, possui equipamentos de última geração.


A perita criminal é graduada em Biologia pela Universidade Federal do Piauí, título que conquistou em 2008. Mas ela não parou e cursou o mestrado em Genética e Biologia Molecular, na Universidade Federal do Pará. “Tomei para mim a tarefa de conseguir implantar o laboratório de DNA no Piauí até o final do ano passado, o que de fato aconteceu. Nós não tínhamos esse laboratório até então”, pontuou Adilana Soares.



Os alunos e alunas do Infor/MA interagiram durante a aula prática de "Genética Forense"



Aula no Infor/MA


Da noite de sexta-feira (6) até a manhã deste domingo (8), a professora Adilana Soares ministrou o módulo “Genética Forense”, no Infor/MA, para a pós-graduação em Perícia Criminal, que já está consolidada no Maranhão, sem sombra de dúvidas. Inclusive, uma das aulas aconteceu no prédio do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema), nas proximidades do Instituto Nacional de Perícias e Ciências Forenses, no Centro de São Luís.


Os matriculados na pós-graduação, com jalecos e máscaras, utilizaram o laboratório do Iema para a aula prática. Convém ressaltar que três alunos e uma professora do Iema participaram dessa parte do módulo, de acordo com Marco Simões Júnior e Tânia Lígia, coordenadores do Infor/MA.



O módulo ministrado pela perita criminal Adilana Soares foi considerado espetacular



Genética Forense


A Genética Forense utiliza o DNA para apoiar e auxiliar a Justiça a deslindar casos sob investigação policial ou do Ministério Público. Essa área da Ciência Forense trabalha com vestígios biológicos comparando-os com diferentes amostras biológicas, que são analisadas em laboratórios. Esta ciência é essencial, por exemplo, em contextos de estupros, assassinatos e desaparecimento de pessoas, uma vez que analisa materiais como sêmen, cabelo, saliva, unha, pele e sangue.


“É a ciência que usa as informações genéticas, ou seja, do DNA, da hereditariedade, para definir e resolver um caso criminal. Por exemplo: eu tenho uma amostra coletada em local de crime e desejo saber quem foi o doador da amostra, que pode ser o suspeito ou a vítima”, explicou a perita criminal Adilana Soares. A professora esclareceu, com relação aos métodos forenses, que existe um conjunto probatório, para condenar ou inocentar alguém.



A professora Adilana Soares recebeu um exemplar do meu livro sobre facções criminosas



“A prova do DNA é robusta, porque é baseada em dados confiáveis, que são obtidos de forma confiável. Isso dá um peso na evidência, por meio de modelos matemáticos ou estatísticos. Os marcadores genéticos, que são escolhidos para essa finalidade, têm uma variabilidade dentro da população. Essa variabilidade torna essa ferramenta do DNA tão importante para individualizar”, enfatizou a perita criminal. Adilana Soares frisou que os prazos para os resultados das análises dependem da complexidade das amostras encaminhadas.


“Uma ossada, por exemplo, demora em média entre duas a três semanas, em um laboratório que tem um fluxo bem organizado”, assinalou a professora Adilana Soares. Importante destacar que a perita criminal adquiriu um exemplar do meu livro, “Guerra urbana – o homem vida loka”, que discorre sobre a origem e desenvolvimento das facções criminosas no Maranhão, no intervalo da aula no Infor/MA e após a entrevista para o meu site.


O Instituto Nacional de Perícias e Ciências Forenses, aliás, fez uma bela homenagem às alunas neste Dia Internacional da Mulher, ao oferecer um lanche especial e distribuir flores.

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© 2019 por Nelson Melo.