• Nelson Melo

Impactos psicológicos do câncer de mama serão abordados em live

Caracterizado como um movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama, o “Outubro Rosa” é marcado pela realização de palestras, caminhadas, encontros e outras manifestações, a fim de promover reflexões sobre a doença, cujo sintoma mais comum é o aparecimento de nódulo, que, geralmente, é indolor, duro e irregular. Além das questões fisiológicas, também há os impactos psicológicos, que podem aumentar o sofrimento das pacientes. Esse assunto será explicado pela psicóloga Adriana Pessoa, que trabalha na capital maranhense, numa live que será proferida no próximo dia 27 de outubro.





A live será apresentada pela psicóloga Adriana Pessoa no próximo dia 27 de outubro


A live, de acordo com Adriana Pessoa, do Hospital de Câncer do Maranhão e Instituto Antonio Brunno, será apresentada a partir das 9h, na página do Núcleo de Estudos em Terapias Cognitivo Comportamental (NETCC), em seu instagram (@netccslz). Especialista em Psicologia Hospitalar e da Saúde, ela abordará o assunto de maneira sistemática e didática, para que os tópicos sejam compreendidos sem dificuldades, por meio de uma linguagem acessível. A transmissão, portanto, será de extrema importância para uma reflexão acerca da doença, dentro da programação do “Outubro Rosa”, que foi criado na década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure.


Convém frisar que a distribuição de peças publicitárias sobre o câncer de mama é realizada durante a celebração da data, que ocorre mundialmente. Importante salientar, ainda, que Adriana Pessoa é irmã de Antonio Brunno Pessoa de Sousa, que faleceu em 2011 após ter adquirido um câncer no ano anterior. O instituto foi criado em homenagem ao jovem, que lutou com todas as forças, até o último suspiro, para oferecer seu sorriso às pessoas que tanto precisam do compartilhamento de alegrias, a fim de se sentirem plenas e amadas.





Adriana Pessoa tem uma vasta experiência em Psicologia Hospitalar e da Saúde

“Outubro Rosa”

O “Outubro Rosa” é comemorado internacionalmente. O nome remete à cor do laço rosa, que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. O movimento começou nos Estados Unidos (EUA), onde, primeiramente, havia ações isoladas referentes à doença e à mamografia no referido mês. Depois, com a aprovação do Congresso Americano, outubro se tornou o mês nacional, no contexto norte-americano, de prevenção ao câncer de mama.




O laço representa a luta de todos contra o câncer de mama em várias partes do planeta


Segundo o site oficial do movimento, a história do “Outubro Rosa” remonta à última década do século XX, quando o laço cor de rosa foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira “Corrida pela Cura”, realizada em Nova York, em 1990. Desde então, é promovida anualmente naquele lugar. Em 1997, entidades das localidades de Yuba e Lodi (EUA) começaram, efetivamente, a comemorar e fomentar ações voltadas para a prevenção do câncer de mama, que é um tumor maligno, formado pelo crescimento de células de maneira desordenada.


A partir daquele momento, o período foi denominado “Outubro Rosa”. Todas as ações eram e são até hoje direcionadas à conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce. Para sensibilizar a população, inicialmente as cidades se enfeitavam com os laços cor de rosa, principalmente nos locais públicos. Com o passar do tempo, surgiram outros eventos, como corridas, desfile de modas com sobreviventes (de câncer de mama), partidas de boliche, dentre outros.





Corridas de rua são realizadas tradicionalmente durante o período do "Outubro Rosa"


A primeira iniciativa no Brasil em relação ao “Outubro Rosa” foi a iluminação em cor de rosa do Mausoléu do Soldado Constitucionalista, mais conhecido como Obelisco do Ibirapuera, situado em São Paulo. De lá para cá, a iniciativa avançou e ganhou vários apoios, com o do Instituto Nacional de Câncer (Inca), que participa do movimento desde 2010, sendo que promove eventos técnicos, debates e apresentações sobre o tema, além de produzir materiais e outros recursos educativos para disseminar informações sobre fatores protetores e detecção precoce da doença, que possui alguns fatores de risco, como histórico familiar, ausência de exercícios físicos, elevado consumo de álcool e excesso de peso.

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© 2019 por Nelson Melo.