• Nelson Melo

"Mão Amiga": Cruz Vermelha doa kits de higiene ao 24º BIS

“Tenha iniciativa, pois não receberá ordens para todas as situações. Tenha em vista o objetivo final”. Esta é uma das Leis da Guerra na Selva. O 24º Batalhão de Infantaria de Selva (24º BIS) está agindo dessa forma no que tange ao combate ao novo coronavírus. Desde o início da pandemia no Maranhão, a instituição está realizando diversas ações de prevenção. Como forma de retribuição, a Cruz Vermelha Brasileira no Maranhão fez a doação de kits contendo materiais de higiene pessoal e de saúde ao 24º BIS.

A Cruz Vermelha Brasileira no MA doou 700 kits de higiene pessoal e de saúde ao 24º BIS

De acordo com informações do coronel Sousa Filho, comandante do 24º Batalhão de Infantaria de Selva, a Cruz Vermelha entregou 700 kits de prevenção ao novo coronavírus à instituição. Segundo o oficial do Exército Brasileiro, o material será utilizado pelos militares durante a “Operação Covid-19”, que ocorre em âmbito nacional sob a coordenação do Ministério da Defesa. Esta ação tem o objetivo de conter o avanço da contaminação e amparar o povo brasileiro nesse cenário adverso provocado pela pandemia.

Por meio da operação, as Forças Armadas estão contribuindo com transporte aéreo de materiais de saúde, distribuição de cestas básicas, doação de sangue, desinfecção de espaços públicos, dentre outras ações. De acordo com o coronel Sousa Filho, o 24º BIS tem apoiado as intervenções em diversas instituições federais, estaduais e municipais no Estado do Maranhão, dentro do contexto de combate à pandemia da Covid-19. Desse modo, a doação feita pela Cruz Vermelha será devidamente utilizada nessas missões.

O material doado será utilizado pelos militares do 24º BIS na "Operação Covid-19"

Por este motivo, o Batalhão agradeceu à Cruz Vermelha Brasileira no Maranhão a doação e reforçou o compromisso de dedicação em prol da sociedade maranhense, por meio da união de esforços e potencializando as capacidades das instituições parceiras, conforme o 24º BIS destacou. Essa atitude de colaboração condiz com outra Lei da Guerra na Selva: “Pense e aja como caçador, não como caça”. O “inimigo invisível” está atacando. Portanto, é necessário que todos nós estejamos prontos para o combate, nunca recuando porque o que está em jogo é a permanência do ser humano na Terra.

Combate isolado não funciona

Se cada um de nós fizer sua parte, sempre pensando no bem-estar coletivo, a pandemia será enfrentada com mais racionalidade e menos amadorismo. A questão não é o combate isolado, pois isso não cerca o “inimigo”, que, por ser um vírus, não é eliminado por meio de artilharia pesada e táticas de guerrilha. Como disse Aureos Banhos, professor de Genética, Evolução e Conservação da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o patógeno terá sucesso se conseguir se reproduzir o máximo e persistir ao longo do tempo, mas para isso ele precisa do hospedeiro.


As armas de fogo foram substituídos por material de higiene e saúde nessa guerra biológica

O docente fez essa análise no artigo “Um pouco sobre ecologia, evolução, patógenos, saúde e Covid-19”, que está disponível no site da Ufes. No texto, o professor diz o seguinte: “Caso o patógeno não seja combatido ou seu meio de transmissão cuidado ou o vetor eliminado, o patógeno vai evoluir naturalmente. Entretanto, a evolução do patógeno por seleção natural será principalmente no sentido de diminuir a virulência e mais rápido do que o hospedeiro possa adquirir resistência (ainda mais hospedeiros com longo tempo de geração, como grandes vertebrados, como os humanos)”.

Então, é importante a prevenção, pois evita uma batalha mais duradoura contra o vírus, que pode causar várias baixas no “front” dos humanos. Cada um de nós precisa ser “braço forte e mão amiga” nessa guerra biológica, uma vez que a Covid-19 não escolhe seus alvos. O coronavírus simplesmente ataca, independentemente de raça, religião, cor da pele, condição financeira e outros aspectos. Para evitar que nosso próprio corpo “toque a trombeta”, é fundamental que essa defesa comece do lado de fora, com atitudes que contribuem para o grito de vitória definitivo.

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© 2019 por Nelson Melo.