• Nelson Melo

Militares do 24º BIS retornam após missão humanitária aos imigrantes venezuelanos

A crise humanitária na Venezuela é um dos assuntos mais comentados no mundo. A situação se agravou com a pandemia da Covid-19. A população ainda sofre com vários problemas, incluindo a escassez de alimentos, algo que é essencial para a nossa sobrevivência no nível mais básico da vida. Por conta dessa instabilidade, vários imigrantes venezuelanos entraram no Brasil pela fronteira norte, para fugir do caos. Em virtude desse episódio, o Exército Brasileiro (EB) deflagrou a “Operação Acolhida”. Militares do 24º Batalhão de Infantaria de Selva (24º BIS) estiveram lá e já retornaram a São Luís/MA.



O coronel Sousa Filho (comandante do 24º BIS) cumprimentou os militares que retornaram

De acordo com informações divulgadas pelo 24º BIS, que está na circunscrição do Comando Militar do Norte, 34 militares retornaram à guarnição em São Luís nos dias 25 e 31 de agosto deste ano, após terem passado um período de 5 meses trabalhando na “Operação Acolhida”. As equipes deslocadas integraram o 8º Contingente da referida ação do Exército Brasileiro, a fim de estender a “Mão Amiga” da instituição do Ministério da Defesa para a manutenção do sentimento de esperança e fé nos venezuelanos que entraram no Brasil pela fronteira, por meio do Estado de Roraima.



Os integrantes do Batalhão Barão de Caxias prestaram apoio aos imigrantes venezuelanos

“Além dos desafios impostos pela missão, os integrantes do Batalhão Barão de Caxias contribuíram no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, o que tornou mais evidente a capacidade operacional da tropa”, assinalou o 24º BIS, que tem como comandante o coronel Sousa Filho. Além disso, importante dizer que todos os militares foram submetidos a testes para detectar Covid-19, sendo que passaram por uma criteriosa inspeção de saúde. Esse procedimento teve o objetivo de evitar a propagação da doença, que tem uma taxa de transmissibilidade muita alta, como sempre frisa em suas lives no instagram o professor e médico epidemiologista Antonio Augusto, da Universidade Federal do Maranhão (Ufma).




Os militares permaneceram durante 5 meses atuando em Roraima na "Operação Acolhida"

Operação Acolhida” e missão humanitária

A “Operação Acolhida”, conforme o Batalhão Barão de Caxias, constitui-se em uma Força-Tarefa Logística Humanitária desdobrada nos estados de Roraima e Amazonas. É uma ação que tem a missão de oferecer apoio aos imigrantes provenientes da Venezuela, que se encontram em situação de vulnerabilidade no Brasil. “A excelência do trabalho dos militares do 24° BIS e de todos os integrantes do 8° Contingente contribuiu para a projeção do Exército Brasileiro e do nosso país junto à comunidade internacional”, pontuou o 24º Batalhão de Infantaria de Selva, sediado na capital maranhense, no bairro João Paulo.

Segundo informações disponíveis na página virtual do EB, a “Operação Acolhida” (Força-Tarefa Logística Humanitária) começou em março de 2018, com um rodízio de contingentes de militares entre os Comandos Militares do Exército para atuarem em Pacaraima e Boa Vista, em Roraima, e, também, em Manaus, no Amazonas. O objetivo é receber os imigrantes venezuelanos que entram no Brasil pela fronteira norte, devido à crise humanitária que está acontecendo no país vizinho.


A "Operação Acolhida" começou em março de 2018 e ainda não tem prazo para terminar

De março de 2018 até o início de 2020, a operação tinha como comandante o general de divisão Eduardo Pazuello. Com a passagem de comando, realizada em 23 de janeiro deste ano, assumiu o general de divisão Antonio Manoel de Barros, em nível tático-operacional, em uma solenidade que ocorreu na Universidade Federal de Roraima (UFRR). A cerimônia contou com a presença do almirante de esquadra Claudio Portugal de Viveiros, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas Substituto, que representou o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.

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© 2019 por Nelson Melo.