• Nelson Melo

O combate à criminalidade pela PRF no MA passa pela tecnologia e capacitação

Vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) exerce uma importante função no combate à criminalidade. A 18ª Superintendência Regional da PRF no Maranhão não foge à regra. Com equipamentos de primeiro mundo e viaturas modernas, a instituição se destaca em várias “frentes”. A pistola Glock, com capacidade para 17 munições, é uma ótima ferramenta. O trabalho de Inteligência também é essencial nas tarefas do cotidiano. Isso é fundamental porque o crime organizado sempre se reinventa. Então, a polícia precisa estar sempre um passo à frente.


Entrevistado por mim para o meu site, o policial rodoviário federal Antonio Noberto, que também é escritor e palestrante, disse que, antigamente, as pessoas tinham uma ideia de que o PRF era aquele sujeito sentado em uma cadeira de macarrão. Mas essa imagem foi se modificando aos poucos, tanto que a Polícia Rodoviária Federal é uma das instituições com mais prestígio no Brasil. “É uma realidade completamente diferente, até porque a criminalidade não para. O policial está em constante movimento. Nós trabalhamos muito com a Inteligência. Antigamente, o policial andava incerto. Ele fiscalizava e no fim do dia estava muito cansado, porque rodava sem um alvo certo”, comentou.



Eu entrevistei o policial Antonio Noberto na sede da Polícia Rodoviária Federal



Chefe do Núcleo de Comunicação Social da PRF (Nucom/PRF), Noberto frisou que a modernização da instituição possibilitou que as informações fossem colocadas em um computador, nos sistemas utilizados pela PRF. Com isso, o policial não fica mais rodando sem um objetivo fixo. Ou seja, o inspetor fica sabendo, por meio dos levantamentos da Inteligência, de algum carregamento de drogas que está vindo de outro estado em direção ao Maranhão. Então, aborda um ônibus ou um carro, por exemplo, a partir do que foi coletado. Em algumas ocasiões, por outro lado, esses flagrantes ocorrem nas fiscalizações de rotina.


“Hoje, o policial tem que ser dinâmico. Uma parte do sucesso da PRF se deve ao fato de ter se modernizado e construído uma frota de veículos e aeronaves com equipamentos de primeiro mundo. A nossa pistola, por exemplo, é produzida na Áustria e pega 17 munições. É um armamento muito bom. É mais leve, diferentemente da anterior, que apresentava muitos problemas”, pontuou o policial rodoviário federal. Esse aperfeiçoamento, no entanto, não ocorreu apenas no nível “das pistas”, como, também, no aspecto profissional.


Conforme Antonio Noberto, os policiais recebem constantemente várias capacitações, o que aprimora o serviço e atualiza o profissional para saber enfrentar o crime organizado. O entrevistado também mencionou o papel da Corregedoria da instituição, considerada uma das três melhores do Brasil. “Antigamente, ocorriam muitos casos nacionais de corrupção. Mas já passamos dessa fase. Evidentemente que sempre vai ter um caso aqui, outro ali, como em qualquer instituição. A corrupção é um câncer mundial. Segundo pesquisas recentes, quase 90% da população brasileira confia na PRF. Então, é uma instituição de muita credibilidade. Isso foi conquistado com muita luta, e com muita paixão por parte do corpo de servidores, entre policiais e setor administrativo, além de terceirizados e estagiários”, assinalou o inspetor.


Deslocamentos e fiscalização


Com quase 26 anos na instituição, Antonio Noberto explicou que, daqui para frente, a atuação do policial rodoviário federal será mais dinâmica ainda, pois vai trabalhar com deslocamentos. Isso significa que haverá um cartão-programa, por meio do qual o inspetor vai sair da Unidade Operacional (UOP). O posto servirá apenas como base de apoio, sendo que será monitorado por câmeras. “Isso vai dar mais movimento à atuação. A gente já tem os levantamentos dos locais onde acontecem mais acidentes e mais assaltos aqui nas rodovias que cortam o Maranhão. As viaturas serão movimentadas para esses pontos críticos”, esclareceu o entrevistado.


Papel da PRF


No Artigo 144 da Constituição Federal (CF), está bem salientado que, dentre outras polícias, a PRF exerce o papel de preservação da ordem pública e incolumidade das pessoas e do patrimônio. “A gente trabalha no combate a roubo de cargas. E em muitas esferas, como os crimes cometidos contra o patrimônio da União. Também atuamos no combate a danos ao meio ambiente. Um caminhão pode derramar óleo em um manancial ou em um rio. Então, a PRF fiscaliza tudo isso”, ressaltou Antonio Noberto.

Combate ao narcotráfico


Noberto também destacou a atuação da PRF no combate ao narcotráfico, contrabando e descaminho. “O Brasil é um país gigante e faz fronteira com países produtores de maconha e cocaína, como o Paraguai e a Bolívia, respectivamente. Então, a Polícia Rodoviária Federal exerce uma importante função para que os carregamentos de drogas não cheguem aos seus destinos”, observou o chefe do Nucom/PRF.



A apreensão de carregamentos de drogas faz parte da rotina da PRF no Brasil



“Eu já trabalhei em região de fronteira, ali entre Brasil e Uruguai. Ocorrem muitos desvios na fronteira seca, onde não há rios. A PRF é essa instituição que, em parceria com outras, atua no sentido de reduzir a criminalidade, por meio de policiais comprometidos, que amam o que fazem e vestem a farda com paixão”, finalizou Antonio Noberto.

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© 2019 por Nelson Melo.