• Nelson Melo

PF realiza exercício simulado de uso de drones em três cidades do Maranhão

Em aproximadamente 2.900 a.C., quando não havia submarinos, fuzis e satélites artificiais na Terra, os pombos-correios teriam sido utilizados pela primeira vez como meios de comunicação em tempos de guerra e também em períodos de paz. Isso ocorreu no Egito antigo. Não há mais faraós no planeta, a não ser nos sarcófagos ou em formato arquetípico, em sentido mitológico. No entanto, o mundo continua o mesmo no que tange às ameaças que, rotineiramente, surgem contra a civilização. No céu, podemos observar, atualmente, objetos voadores identificáveis, como é o caso dos drones, que, nesta terça-feira (27), foram usados durante uma simulação de exercício pela Polícia Federal (PF) em três cidades maranhenses.



Os policiais federais utilizaram os drones como preparação as Eleições 2020 (Foto: PF/MA)



O exercício simulado, que ocorreu em âmbito nacional, aconteceu como treinamento para a prevenção e repressão a crimes eleitorais no pleito municipal, que ocorrerá no próximo dia 15 de novembro (primeiro turno). Os drones foram testados pelos policiais federais por volta das 10h, nos municípios maranhenses de São Luís, Caxias e Imperatriz. De acordo com a PF, houve a simulação de acompanhamento de eleitores com utilização dos equipamentos, como uma forma de demonstrar a capacidade para captura e gravação de imagens, que possibilitarão autuações em flagrante e comprovação do cometimento de delitos relacionados às eleições.




Os drones serão fundamentais para que a fiscalização no pleito seja exitosa (Foto: PF/MA)



Aeronaves remotamente pilotadas



Com o intuito de aumentar a segurança nas eleições, a Polícia Federal utilizará as aeronaves remotamente pilotadas como ferramenta para inibir a prática de crimes eleitorais durante o pleito deste ano. Nesse sentido, os equipamentos serão alocados em cidades estratégicas em todo o território nacional. “Os drones irão sobrevoar as principais zonas eleitorais do país ajudando a fiscalizar e combater crimes como boca de urna e transporte de eleitores. Tais equipamentos trazem tecnologia de ponta e são capazes de tornarem-se imperceptíveis ao voar em elevada altitude. Ainda assim, os drones possuem câmeras capazes de realizar zoom suficiente para identificar suspeitos, placas de veículos, entregas de santinhos e situações de compra de votos, com imagens de alta nitidez”, pontuou a PF.


Ainda de acordo com a PF, as imagens capturadas serão transmitidas a uma equipe da Polícia Federal, que estará preparada para monitorar todas as eleições e adotar as medidas cabíveis diante das atividades suspeitas. Sendo assim, se ocorrer algum flagrante de crime eleitoral, policiais se deslocarão, imediatamente, para o local indicado pelo drone, a fim de prender os envolvidos. Estes serão, em seguida, conduzidos à delegacia, onde serão tomadas as providências pertinentes ao caso.





Os equipamentos foram testados nesta terça-feira durante treinamento (Foto: PF/MA)



A PF informou que a ação segue as orientações da Direção Geral da Polícia Federal, no sentido de utilizar novas tecnologias para prevenir e reprimir ações delituosas. “O uso de drones possibilita, ainda, diminuir a presença física dos policiais e o contato social com não envolvidos em situação criminosa, o que se torna extremamente relevante diante do cenário de medidas de distanciamento social para combater a epidemia do novo coronavírus”, enfatizou a instituição.



Importante dizer que o exercício simulado com os drones foi realizado na sede da PF de cada município maranhense. Em São Luís, por exemplo, ocorreu na Avenida Daniel de La Touche, Cohama. Esse treinamento, aliás, foi importante, como acontece em qualquer episódio cotidiano ou até mesmo na vida privada. Se não fosse relevante, os militares das Forças Armadas iriam partir para uma guerra de “peito aberto”. Desse modo, ficariam vulneráveis a qualquer ataque do inimigo. Na área do esporte, o processo é similar. Uma pessoa em sã consciência não participará de uma competição de corrida de rua sem ter ao menos concluído 5 quilômetros de percurso na "fase de grupos".



Portanto, a importância do exercício simulado realizado pela PF será confirmada no dia do “avanço das tropas”, mas não em direção a um confronto bélico, e sim para evitar trapaças dos alvos. A partir dessas atividades executadas pela Polícia Federal, o pleito municipal poderá acontecer dentro do “jogo limpo”, sem a necessidade de apelar para estratégias que não condizem com a ideia de democracia.




A Polícia Federal realizou o exercício simulado em três cidades do Maranhão (Foto: PF/MA)

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© 2019 por Nelson Melo.