• Nelson Melo

Policiais visitam e presenteiam pessoa com deficiência em São Luís

Comumente, a imprensa noticia fatos que mostram o lado caótico da civilização. São exibidos, por exemplo, casos de assassinatos, de estupros ou de explosões bancárias. Essa abordagem faz parte do cotidiano dos jornalistas, que devem sempre mostrar informações de interesse público, mesmo com teor negativo. Mas é importante que isso ocorra sem intenção política ou persecutória. Por outro lado, o aspecto organizado da sociedade também é veiculado na TV, jornal impresso, rádio e internet. Dentre essas situações positivas, irei citar aqui uma que aconteceu recentemente, quando policiais militares visitaram uma pessoa com deficiência em São Luís/MA.




Os policiais militares da 3ª CI deram uma camisa de futebol da unidade a Jhonata




Esse caso ocorreu na região do Polo Coroadinho. O jovem, identificado como Jhonata, fã declarado da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), foi surpreendido pela chegada dos militares da 3ª Companhia Independente (3ª CI) – antiga 2ª Unidade de Segurança Comunitária (2ª USC) - em sua residência. O rapaz não escondeu sua felicidade ao olhar os PMs no domicílio. O sorriso em seu rosto contagiou todo o local. Visivelmente contente, o garoto fez questão de receber a guarnição, mas, claro, acompanhado dos seus familiares, em virtude da mobilidade reduzida que possui.





De acordo com informações que obtive com o major Serra, comandante da 3ª Companhia Independente, durante a visita Jhonata ganhou uma camisa de futebol da referida unidade da corporação. Importante ressaltar que esse uniforme do time da antiga 2ª USC será estreada em um jogo contra o 20º Batalhão de Polícia Militar (BPM), que ocorrerá no sábado (12). A partida será realizada no "Campo do Trevo", que fica no bairro Cohatrac, na capital maranhense.




O vitorioso Jhonata nunca escondeu sua admiração pela Polícia Militar do Maranhão




Conflitos psicológicos entre horror e amor



A nobre atitude dos militares da 3ª CI poderia surpreender quem é pessimista com relação à função social das forças policiais, mas essas ações não são raras. Talvez isso ocorra porque, na balança das percepções, o horror, às vezes, prevalece sobre o amor. Não estou falando em termos afetivos. Eu me refiro ao aspecto mítico, no sentido de divulgar uma situação para a coletividade a partir de meios de comunicação consagrados. Para se ter uma noção desse contexto, citarei aqui a tragédia grega, que, apesar da narrativa tensa, provocava uma espécie de catarse nos espectadores.





De igual modo, a luta entre gladiadores também despertava esse sentimento de libertação momentânea da “alma” pelo estímulo exagerado. Pode parecer complicado, mas é algo que estudo há bastante tempo, uma vez que sou muito interessado em compreender os mecanismos psicológicos que levam o ser humano a pensar e agir de determinada forma. Somos feitos de carne, mas temos que viver como se fôssemos de ferro, como disse Sigmund Freud. Assim sendo, cada escolha nossa nos direciona ao fim dos tempos ou ao início de uma nova era.




A vida fica menos cruel quando oferecemos amor às pessoas conhecidas e desconhecidas




Para adentrarmos no mundo do otimismo, precisamos, dentre outras coisas, ter compaixão. Essa conduta está diretamente relacionada à gratidão. Quando nos entregamos a algo maior do que nós mesmos, a vida se torna menos cruel, o que nos conduz, no nível mental, para um imaculado “Jardim do Éden”.


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