• Nelson Melo

Praça das Árvores recebe artesãos em projeto cultural focado na preservação

Na obra “O Livro dos Humanos", o PhD em Genética Adam Rutherford frisa, em quase todos os capítulos, que a biologia precisa da cultura e a cultura precisa da biologia no que tange à evolução da espécie humana. Podemos adaptar esse fato ao contexto social, isto é, às relações interpessoais em uma determinada comunidade. O espaço, dentro dessa ideia, é configurado, conscientemente, para que a preservação dos valores e do próprio meio ambiente seja permanente. Na Praça das Árvores, localizada no Cohatrac IV, em São Luís/MA, esse pensamento sustentável é defendido com unhas e dentes, a partir de projetos interessantes, como o “Artesanato na Praça”, que aconteceu neste sábado (19).




A artesã Helena Figueiredo exibiu seus produtos durante o "Artesanato na Praça"




Eu compareci ao evento, que começou no fim da tarde, por volta das 17h. Reformada, a Praça das Árvores recebeu vários artesãos com habilidades diferenciadas. Esses profissionais ocuparam alguns pontos do logradouro e colocaram seus produtos em cima das mesas. O tempo saudosista daquele horário contribuiu para que a ação, promovida pelo Comitê Gestor da Praça das Árvores, ocorresse dentro da normalidade. Em outras palavras, não houve incidentes ou contratempos. Aos poucos, as pessoas se aproximaram e ficaram encantadas com o que presenciaram. Elas manusearam cada item, a fim de comprovar, por meio da visão e do tato, a qualidade do que estava na exposição.





O pedagogo Camilo Rocha Filho ao lado do artesão Sergio Maranhos durante o evento




Eu nunca escondi que sou apaixonado pelo artesanato, definido pelo pesquisador Carlos José da Costa Pereira como um complexo de atividades de natureza manual, por meio das quais o ser humano manifesta a criatividade espontânea. Então, nada mais previsível que minha natural curiosidade por cada “estande” que visitei na Praça das Árvores. De início, Camilo Rocha Filho, coordenador do Comitê Gestor, me conduziu até Sergio Maranhos, que estava vendendo as sandálias terapêuticas. O artesão me contou que as confecciona com material de vinil, sendo que as alças são feitas de silicone.





Encantadoras sandálias terapêuticas confeccionadas pelo artesão Sergio Maranhos




As sandálias, como Maranhos explicou, são produzidas para dar mais qualidade aos pés, minimizando, assim, problemas de má circulação do sangue, culminando no conforto e bem-estar dos clientes. Dentre os benefícios, o artesão mencionou a redução do inchaço e suor nos pés. Os interessados podem fazer os pedidos por meio do seguinte número: (98) 98908-6267. Ou, então, podem procurá-lo na feirinha que sempre acontece aos domingos na Praça Benedito Leite, situada na região central da capital maranhense.





A artesã Ada Trícia compareceu ao evento e impressionou o público com seus produtos




Habilidades dos outros artesãos




Ainda percorrendo a Praça das Árvores, visitei outros “estandes”, como o de Ada Trícia, especialista em costura criativa. Essa habilidosa artesã confecciona diversos produtos a partir dessa técnica, dentre os quais bolsas, máscaras de proteção ao novo coronavírus, porta-cédulas e malas. Trícia utiliza materiais diversos em seus trabalhos, incluindo couro sintético e Jeans reciclável. O número para contato é o (98) 98750-1361. Eu ainda nem havia me recuperado, emocionalmente, do fascínio pelo ofício de Ada, quando me deparei com o artesanato de Dilma Braga e Ana Magalhães. Na mesa, havia pulseiras, colares e brincos. A loja virtual delas se chama NL Bijoux. A página do instagram é @nalu.bijus.




Produtos feitos de crochê também foram apresentados durante o evento na Praça das Árvores




Diante de tanta beleza, não consegui escolher um produto dentre as várias opções. Eu me contentei apenas em vislumbrar. Para fechar com chave de ouro minha cobertura jornalística do evento, conheci o trabalho impressionante da artesã Helena Figueiredo, que atua há 18 anos no ramo. Na mesa dela, havia guirlandas, tiaras com LED e bonequinhas fofuchas, além de uma miniatura de sofá confeccionada a partir do aproveitamento de caixa de leite. Ela também desenvolveu personagens tendo como matéria-prima o EVA 3D.





Personagens feitos com EVA 3D deixaram o público de boca aberta ao observá-los na praça




O evento foi grandioso, não apenas por conta da presença dos artesãos, como também pela participação popular. Ações dessa natureza contribuem, direta ou indiretamente, para a preservação da Praça das Árvores, que foi reformada recentemente. O esforço de Camilo Rocha e dos demais membros do Comitê Gestor culmina na transformação do logradouro num local de engajamento. A intenção é sustentar a mentalidade de que não cuidamos de algo pensando somente no momento atual, pois o futuro é construído no presente, com base na convicção de que a biologia é, sim, coirmã da cultura.

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