• Nelson Melo

Profissionais da imprensa confraternizam em churrascaria na capital maranhense

“A vida não é feita de minutos, mas sim de momentos”. Essa frase não ficou restrita apenas ao filme “O curioso caso de Benjamin Button”. Dos cinemas para a vida real, não há tanta diferença assim. E não precisamos estudar Joseph Campbell para descobrirmos que o monomito é a própria manifestação de comportamentos observados nos grupos humanos. Uma imagem, aliás, nem sempre vale mais do que mil palavras. O afeto, sim, tem um poder impressionante. A sensação de pertencimento é a regra para os profissionais da imprensa, que fizeram uma maravilhosa confraternização na capital maranhense.




A divertida confraternização dos jornalistas ocorreu em grande estilo (Foto: Gilson Ferreira)





Enquanto ocorria a confraternização, ninguém olhou para o relógio, a fim de verificar a hora. Pelo contrário: o tempo passava, passava, passava, sem que houvesse uma manifestação de descontentamento porque estava tarde. O evento, diga-se de passagem, foi esplêndido e ocorreu em grande estilo. A noite de terça-feira (15) já está eternizada na memória dos profissionais da imprensa que trabalham em São Luís/MA e municípios adjacentes, dentro da circunscrição da conhecida Grande Ilha. Todos se lembraram de que os momentos devem ser aproveitados. Nada mais era relevante. Em cada rosto era possível notarmos a satisfação em compartilhar experiências com os companheiros de pautas.




O evento aconteceu na Churrascaria Barriga Verde nessa terça-feira (Foto: Gilson Ferreira)





O interessante é que o rodízio na Churrascaria Barriga Verde, localizada na capital maranhense, ocorreu de maneira simultânea ao ciclo de informações. A carne era servida, mas o cheiro da interação estava na mesa muito antes da ingestão do alimento. Frente a frente ou lado a lado, houve conversas sobre assuntos diversos, não necessariamente relacionados ao trabalho jornalístico. No meio de um diálogo sobre a história da rádio em São Luís/MA, surgiu outro acerca da França Equinocial. Concomitantemente, falaram sobre as “comédias da vida privada”. São histórias engraçadas, delicadas e confessionais que revelam nossas pequenas e grandes tragédias cotidianas, como iria se expressar Luís Fernando Veríssimo caso fizesse a cobertura do evento.



O escritor Antonio Noberto ganhou o "certificado" de "Entrevistado do Ano" (Foto: G.F.)





De repente, o garçom se aproximava para mais um rodízio de carne assada na brasa, pronta para ser consumida sem medo de provável exagero. Quem estava seguindo um plano alimentar não quebrou, de maneira nenhuma, a rigidez de uma dieta equilibrada, tendo em vista que a mente havia encerrado ali o conflito com o corpo. Por quê? Ora, porque enquanto as proteínas estavam sendo reduzidas a aminoácidos durante a digestão, o cérebro se divertia e liberava a sensação de prazer diante das trocas de sorrisos que ocorria na churrascaria. Todos os profissionais da imprensa estavam à vontade. Não houve espaço para tristeza, lamentação, arrependimento, frustração, decepção ou qualquer estado emocional que despertasse insatisfação.




O radialista Marcial Lima ganhou o "certificado" de "Repórter Raiz" (Foto: G. Ferreira)





O estômago estava satisfeito, também. O corpo todo se integrou sem perder o equilíbrio. E a mente se ocupava com palavras ditas no local da confraternização. As imagens também “esquentaram” o momento, que tem aversão pelos minutos. O sorteio de brindes colocou lenha na fogueira, porque eu e os demais colegas da imprensa estávamos na expectativa para ganharmos algo, não pela questão utilitária, mas sim pelo aspecto sentimental. Foi estranho porque estamos acostumados a noticiar. Dessa vez, nós éramos o alvo. Cada um se transformou numa metalinguagem, como se estivéssemos falando sobre nós mesmos.





Eu ganhei o "certificado" de "Rei da Guerra Urbana" devido à minha pesquisa (Foto: G. F.)





Para fechar com chave de ouro, claro, não poderia faltar a foto oficial. Como um time de futebol que se prepara para uma partida, nós vivenciamos essa realidade no ambiente da confraternização. Eu sempre digo nas minhas palestras que somos diferentes, mas estamos no mesmo planeta. Esse, talvez, seja o segredo do convívio. O bom nisso tudo é que, hipoteticamente, se perdêssemos para sempre as imagens batidas pela máquina fotográfica, ainda assim não seria um problema, pois essa experiência não pode ser apagada da nossa memória.




A radialista Alessandra Rodrigues ganhou o "certificado" de "Rainha da Rádio" (Foto: G.F)


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