• Nelson Melo

Terreno que era usado por bandidos é fechado após solicitação do BPTur

No Artigo 144 da Constituição Federal (CF), está bem explícito: A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Essa missão é realizada pelas polícias Federal (PF), Rodoviária Federal (PRF), Civil e Militar (PM), bem como pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBM). No entanto, como o dispositivo legal frisa, todos nós devemos fazer nossa parte para o bem-estar coletivo. Sendo assim, por meio de diálogos entre uma empresa do ramo imobiliário e o Batalhão de Polícia Militar de Turismo (BPTur), um terreno, situado em São Luís/MA, que era usado por assaltantes, foi fechado.



O muro do terreno foi restaurado depois que o BPTur entrou em contato com a proprietária

O terreno, segundo informações que coletei sobre essa situação, está localizado em uma região conhecida como Península da Ponta d’Areia, na capital maranhense, nas proximidades do “Chama Maré”. De forma mais específica, fica na Avenida Ivan Loureiro. O buraco no muro do imóvel estava causando muitos problemas, uma vez que bandidos utilizavam, frequentemente, a abertura para atacar ciclistas que por ali passavam. Pelo menos metade das bikes subtraídas na área de circunscrição do BPTur foram roubadas naquele setor.

Os criminosos utilizavam o terreno para se esconderem tanto antes como depois das ações delituosas. À noite, então, os bandidos ficavam “camuflados”, o que facilitava os ataques aos ciclistas. Após solicitações do Batalhão de Polícia Militar de Turismo junto à proprietária do imóvel, o buraco foi fechado. Agora, o policiamento ficou mais dinâmico porque a segurança pública não foi individualizada, isto é, não foi tratada como se fosse problema de apenas uma esfera civilizatória. O interesse público e o interesse particular agiram em prol da paz social.

Ficção e realidade

Quando isso acontece, o Artigo 144 da “Carta Magna” é respeitado. Isso significa que sai do papel e se concretiza no cotidiano, onde a violência não é romantizada, tendo em vista que o sangue que sai do corpo de uma vítima é real. Nada é inventado, como ocorre na ficção. Essa situação, inclusive, é abordada em um filme do qual gosto muito, que é “O Último Rei da Escócia”, com o famoso ator Forest Whitaker, que interpreta um ditador no continente africano. Na produção cinematográfica, um médico escocês, de nome Nicholas Garrigan, consegue seu diploma na faculdade e decide buscar aventura, mulheres e experiência profissional em algum lugar do planeta.


Cena do filme "O Último Rei da Escócia" na qual o médico é espancado pelo ditador

Ele, então, pensando que a vida era um teatro, gira um globo terrestre e, brincando com a sorte, aponta o dedo no objeto. O lugar “escolhido” é Uganda. O rapaz arruma suas malas e viaja ao país africano, pensando que seria feliz o tempo todo. Todavia, o médico sofre nas mãos do ditador Idi Amin. Em uma das cenas finais do filme, o personagem interpretado por Forest Whitaker, após espancar o garoto, coloca um pouco de sangue do escocês no dedo e mostra ao profissional dizendo: “Está vendo isso daqui? Esse sangue é real, não é de brincadeira”.

Essa cena promove uma reflexão filosófica interessante sobre a forma como percebemos a vida. Às vezes, temos a ideia de que somos super-heróis e que nada irá acontecer conosco. Esse pensamento é completamente fictício, pois não condiz com a realidade. Por isso que falo que maturidade não tem nada a ver com idade. Essa virtude está mais relacionada à personalidade e adaptabilidade das pessoas no que se refere ao mundo interno e externo. Quando compreendermos como as coisas realmente funcionam, seremos capazes de lutar, lucidamente, por um planeta mais justo.

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© 2019 por Nelson Melo.